Meus olhos insanos clamam
por um único instante de alento,
meus gélidos pulsos sangram
pelo fim do meu tormento.
Durmo para me perder
e me perco pra me encontrar,
pois quando o nada invade meu ser
é que enfim posso gritar.
Gritar um som mudo
e ao mesmo tempo ensurdecedor
que me remete ao meu lamento
que me remete ao meu lamento
e abafa a minha dor.
Grito pelas palavras
que escorrem pela tinta quando escrevo
cada vez mais perdido deverei estar
pra poder me encontrar...
... mas em breve fecharei os olhos
e não mais poderei voltar.
O ponteiro do relógio parou
e a eternidade vem me assombrar
olhos perdidos no futuro inexistente
desejando o passado apagar.
Afogo meu coração
em qualquer líquido corrosivo
corto a palma da mão
pra me provar que ainda estou vivo.
Anjo da noite,
doce ilusão,
carrega-me em suas asas negras
pro meio da escuridão
poema de: Bruxa metal(eloane)

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